Eu vi essa estampa pela primeira vez numa camiseta da Ingrid Nilsen, no vídeo de uma série que ela faz (Taco Tuesgay) que é sensacional. Me apaixonei, claro. E depois disso, procurei essa camiseta por muito, muito tempo - sério, acho que to atrás dela já faz pelo menos um ano e meio.
Claro que depois de achar essa lindeza eu tinha que fazer um look com ela pra mostrar aqui - e sim, eu tenho uma versão em preto e uma versão em branco e desde que chegaram aqui em casa, todos os dias eu estou com uma ou outra. Ela não só é uma peça muito confortável (100% algodão) e que fica super legal em mim, mas essa frase representa muito na minha vida.
Pra combinar essa blusa eu usei com a calça preta, a mesma que usei nesse look all black AQUI e com mais uma jaqueta jeans do brecho Bonnie e Clyde, como a que eu usei nesse look AQUI.
E pra finalizar esse look, ainda coloquei esse tenis que eu AMO e que foi um presente super usado nessa vida - o bichinho foi comigo pra Paris, Buenos Aires, Berlim, Munique, Barcelona e tudo que é rolê que eu sei que vou andar muito e quero estar confortável mas com aquele detalhe metálico.
Eu acredito sim nessa frase, especialmente porque nós mulheres somos as que mais sofreram com o machismo durante tanto tempo. Nós fomos as que tivemos que nos levantar e começar a mostrar pro mundo que não é legal essa história, não só pelo nosso bem mas pelo bem do mundo. Nós mulheres é que começamos a lutar pela igualdade entre os sexos e até hoje conscientizamos o mundo de todas as coisas que passamos enquanto sociedade por causa do machismo.
Nós que já sofremos desde o ultrassom que o médico avisa que vamos nascer com uma genitália feminina e tudo vira cor de rosa para nós imediatamente, que vemos as camisetas e os brinquedos dos meninos incentivando a coragem, a aventura, a ousadia, e as nossas dizendo que temos que ser lindas, delicadas e falar baixinho, que somos quebradas, moldadas, silenciadas, e obrigadas a cumprir esse padrão da sociedade de mocinha delicada, que tem que gostar de saia, que não senta de perna aberta, que não corre por ai jogando bola, que não pode ser mais forte que os meninos da rua - nem sair na porrada com eles quando eles te insultam por causa do seu gênero, que não pode jogar basquete porque é um esporte muito "bruto" e você que é menina tem que fazer um esporte mais delicado (vai fazer dança Danuta, é melhor pra uma menina. Minha infância pessoas...), que não podemos andar na rua sozinhas a noite sem ficar aterrorizadas com qualquer um que cruze nosso caminho, que não temos mais paz nem para andar de ônibus sem que um babaca ache que nosso corpo foi feito para o prazer dele e o use dessa forma sem a nossa permissão (eu to indignada com essa história, e não consigo parar de pensar nisso).
Claro que essa é a minha vivência e essas são as minhas conclusões mas foi por essa vivência que aprendi que tornar o mundo um lugar mais compreensivo, gentil e melhor de viver depende de nós.
Se não formos nós para tornar o mundo um lugar em que meninos em meninas não precisam sofrer pra se encaixar nessa caixinha de gênero que a nossa sociedade impõe, se não formos nós que passamos por isso todos os dias para mostrar que assédio é errado e ensinar as gerações mais novas a não aceitar e especialmente não fazer esse tipo de coisa, se não formos nós que somos duvidadas no mercado de trabalho diariamente a mostrar que não tem essa de ser mais competente por ser homem ou que profissão X é para homem e profissão Y é coisa de mulher, se não formos nós que batemos cabeça todos os dias pela falta de conscientização a ensinar as pessoas, ninguém mais vai. E se ninguém ensinar essas pessoas, o futuro só vai ser uma continuação de toda a porcaria que vivemos hoje.
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| mocinha e sentada de perna aberta, porque uma coisa não tem nada e ver com a outra. |
Então, sim. "The Future is Female" porque sem as 'Females' sejam elas nascidas XX ou XY, de todos os lugares, de todas as cores de pele, de todas as culturas, de todas as vivências, que dividem a experiência que tiveram e mostram para o mundo que o machismo prejudica a todos nós para tentar fazer um mundo mais gentil e compreensivo, o mundo vai acabar cheio de pessoas que ou são machistas ou aceitam o machismo sem nem saber que não são obrigadas.
Ah, os homens que não se sentem oprimidos pelo machismo também podem ajudar, viu? Basta não ser o babaca que abusou da menina dentro do ônibus e sim o motorista que viu o absurdo que ele fez e tomou uma atitude para acabar com aquilo. A mudança é de todos nós, mesmo as Females precisando ser (ainda, infelizmente) as que mais lutam.





